Para mobilizar apoio da indústria de óleo e gás no cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) lançou neste mês um atlas que explica às lideranças do setor como suas atividades estão conectadas às metas da ONU.

Atualmente, as cadeias produtivas de petróleo e gás respondem pela produção de 57% de todo o combustível no mundo. Em 2016, a indústria vendeu 96,3 milhões de barris de petróleo por dia — o que equivale a dois litros por dia para cada habitante do planeta. Até 2035, o gás natural deverá superar o carvão, tornando-se a segunda principal fonte de energia para o mundo.

Ao longo dos próximos 18 anos, fontes renováveis serão as que crescerão mais rapidamente — a sua proporção na geração de energia primária saltará dos 3% registrados em 2015 para 10%. Todavia, os hidrocarbonetos, como petróleo e gás, continuarão sendo a fonte de energia dominante.

“O setor privado tem papel crucial no alcance dos ODS. Esse atlas fornece recomendações e exemplos práticos sobre como a indústria de óleo e gás pode tomar medidas para garantir que benefícios econômicos e sociais sejam amplamente compartilhados, e os impactos ambientais minimizados”, afirmou o diretor de Desenvolvimento Sustentável do PNUD, Nik Sekhran.

Com iniciativas e experiências de sucesso que podem inspirar atores do setor, a publicação da agência da ONU foi elaborada e lançada em conjunto com a Corporação Financeira Internacional (IFC) e a Associação Mundial da Indústria de Óleo e Gás para Questões Socioambientais (IPIECA).

Segundo o diretor global de Infraestrutura e Recursos Naturais da IFC, Bernard Sheahan, os organismos esperam “encorajar nossos clientes e parceiros para futuramente incorporarem os Objetivos em seus negócios e operações”.

Brasil é exemplo de boa prática

Como estratégia que pode contribuir para o cumprimento dos ODS, o relatório cita o Programa Petrobras Socioambiental, que investe em iniciativas para a promoção do desenvolvimento sustentável a nível local.

Desde 2007, o projeto beneficiou aproximadamente 6 milhões de pessoas, gerou 20 mil empregos, protegeu 1,6 milhão de hectares de florestas e contribuiu para a conservação de mais de 400 espécies da fauna e milhares de espécies da flora. Entre 2014 e 2016, o programa capacitou 72 mil pessoas e envolveu 895 mil em atividades educacionais em diferentes regiões do país.

Acesse o relatório do PNUD e seus parceiros clicando aqui.\

Imagem: Divulgação

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