Em setembro de 2015, a ONU (Organização das Nações Unidas) tomou uma decisão histórica: alcançar o desenvolvimento sustentável mundial, em suas três dimensões (econômica, social e ambiental), até 2030.

Isso inclui acabar com a pobreza e a fome em todos os lugares; combater as desigualdades dentro e entre os países; construir sociedades pacíficas, justas e inclusivas; proteger os direitos humanos e promover a igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres; assegurar a proteção duradoura do planeta e seus recursos naturais; além de criar condições para um crescimento sustentável, inclusivo e economicamente sustentado, prosperidade compartilhada e trabalho decente para todos, tendo em conta os diferentes níveis de desenvolvimento e capacidades nacionais.

Esta iniciativa leva o nome de Agenda 2030. Seu principal mote: não deixar ninguém para trás. Para alcançá-lo, foram determinados os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), com 169 metas – e milhões de possibilidades.

Uma vez que a União Geral dos Trabalhadores (UGT) tem como princípio a luta pelos direitos do cidadão não apenas no que se refere a questões trabalhistas, mas também em temas de responsabilidade social, sejam eles relacionados à saúde, segurança, mobilidade, trabalho decente, inclusão, igualdade, meio ambiente, entre outros, em agosto de 2016, em parceria com a Secretaria da Juventude e do Observatório do Trabalho Decente, a Central atendeu ao chamado da ONU, por meio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) Brasil, e implementou a Jornada 2030: 17 Objetivos para Mudar o Mundo.

“O sindicalismo cidadão e os ODS podem, combinados, promover grandes transformações no mundo do trabalho e em todas as demais esferas que afetam a vida dos trabalhadores. E a UGT busca, por meio de sua atuação nacional, promover ações concretas para o atingimento e o monitoramento dos objetivos e das metas pretendidas pelas Nações Unidas. A Central não apenas põe em prática, mas também prepara entidades e lideranças sindicais para a implementação desta agenda no Brasil”, explica Ricardo Patah, presidente nacional da Central.

São inúmeras as ferramentas: atuar no âmbito das negociações coletivas ou por meio da relação com o poder público e outros atores; trabalhar junto à opinião pública por meio do engajamento da sociedade e dos meios de comunicação; mobilizar trabalhadores, sindicalistas, outras lideranças e movimentos para, em unidade, ser a mudança que queremos no Brasil e no mundo.

“Entendemos que o movimento sindical deve trabalhar para a melhoria das condições de vida das pessoas e também se manter atento aos debates internacionais. Isso vai além da discussão sobre salários e está alinhado ao sindicalismo cidadão defendido pela UGT”, diz Gustavo de Pádua.

Hoje, representada por Luiz Gustavo de Pádua Walfrido Filho, secretário da Juventude e coordenador da Jornada 2030 na UGT, a entidade é a única central sindical a integrar, como representante da sociedade civil, o Conselho Nacional para os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável em parceria com a ONU/OIT (Organização Internacional do Trabalho).

“A Comissão, criada pelo governo, tem como objetivo elaborar um plano de ação para implementação da Agenda 2030; propor estratégias e programas para a implementação dos ODS; elaborar relatórios periódicos e subsídios para discussões sobre o desenvolvimento sustentável em fóruns nacionais e internacionais; identificar, sistematizar e divulgar boas práticas e iniciativas que colaborem para o alcance dos ODS; e promover a articulação com órgãos e entidades públicas para disseminar e implementar a Agenda 2030 nos níveis estadual e municipal”, explica Gutavo.

“Quanto mais espaços tivermos para promover a Jornada 2030, melhor para todo o País”, complementa Cristina Palmieri, membro da Jornada 2030 e do Comitê de Sustentabilidade da UGT e suplente na Comissão.

Ações

A UGT atua nas mais diversas áreas, sendo um instrumento transformador na busca pelo cumprimento da Jornada 2030.

A Central possui Secretarias como a da Diversidade, da Mulher, Trabalho Decente, Indígena, Meio Ambiente, para Aposentados, Juventude, Acessibilidade, Trabalhadores Rurais, entre outras – todas promotoras de ações que visam atingir os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Por Ana Castanho